Nesta análise, vamos dar uma olhada na formação tática 4-3-3. Essa forma de jogo é uma configuração muito comum que permite um bom controle das áreas centrais com facilidade para variações. A formação que seu time joga sempre dependerá das habilidades e qualidades do seu elenco, e também dos pontos fortes e fracos do adversário. Esses pontos são um guia para destacar as principais áreas do 4-3-3 e lhe dará uma ideia de como organizar o seu grupo de jogadores.

Quais são os pontos fortes?

  • Criar jogadas e preencher áreas centrais contra 2 ou potencialmente até mesmo 4 jogadores.
  • Explore os espaços entre os laterais e zagueiros adversários com dois meias armadores mudando de direção e nos espaços do campo de ataque.
  • Crie superioridade numérica pelos lados.
  • Permite fazer uma marcação alta.
  • A largura da linha defensiva não deve passar de 40 metros.
  • Desacelerar o jogo do adversário com uma defesa compacta.
  • A estrutura defensiva pode ser mudada facilmente para 442, 451 ou 4231.

Quais são os pontos fracos?

  • Enfrentar um oponente com 2 centroavantes contra 2 zagueiros.
  • Nas laterais, especialmente nos momentos de transição.
  • Jogar contra times mais diretos, que se livram de sua potencial superioridade numérica.
  • Com seus laterais apoiando o ataque, você corre o risco de deixar espaços atrás deles onde os volantes precisam dar cobertura, aumentando sua defesa.

Com a posse – Construção de ataque

Esta formação pode ajudar na construção do jogo com o meio-campista sendo implantado para apoiar o jogo ofensivo, ajudar a virar o jogo e também iniciar o ataque. Certos clubes posicionam seus laterais nessas áreas centrais para ajudar na construção da jogada, pela abertos pela esquerda e direita do volante, ajudando a dar amplitude, os dois meio-campistas centrais avançando, e os jogadores mais abertos prontos para explorar situações 2 contra 1 e fazer a ultrapassagem.
Com jogadores centralizados, se a bola precisar ser tocada para áreas mais avançadas, o suporte estaria lá muito mais rápido para a segunda bola, devido à compactação dos jogadores, ou com uma construção mais paciente, os dois meias podem tentar explorar os espaços nas costas dos volantes, com os pontas bem abertos. O papel dos meias ofensivos inclui fazer corridas em direção ao centroavante, assim, sua movimentação causaria problemas para a linha defensiva do adversário. Os meias atacantes são preferidos neste sistema, pois podem ser verdadeiros ditadores em situações de ataque. Com a bola em um lado do campo, o outro ponta deve perceber e se tornar uma espécie de segundo atacante.

Sem a posse – Posicionamento defensivo

A defesa com a linha de 4 é certamente mais completa e pode defender os lados do campo mais facilmente com os volantes cobrindo o espaço atrás dos laterais os os zagueiros marcando os atacantes nas pontas das áreas. Quanto mais perto a bola está do gol, menores são os espaços entre cada marcador, principalmente nas áreas mais centralizadas. Os jogadores podem formar um bloco defensivo para construir situações de contra-ataque. Permite uma pressão mais alta e é capaz de definir armadilhas de transição para recuperações no campo ofensivo. É fundamental que os três meio-campistas entendam suas posições e saibam quando e como a equipe deve pressionar. As funções dos jogadores abertos também são importantes, já que pode ser que eles tenham o papel de lidar com a subida dos laterais adversários, tendo que voltar e manter uma linha de defesa compacta. Eles podem ter também o papel de ficar mais avançados, utilizando espaços nas costas dos laterais, obrigando os zagueiros a se manterem mais abertos. O centroavante deve trabalhar com os meias atacantes para pressionar e orientar o resto da equipe.

Transições

O sistema beneficia defender no ataque ou no meio-campo para contra-atacar, já que a formação pode ser configurada para ter uma pressão mais agressiva ou no meio-campo para recuperar a bola e ficar mais perto do gol do time adversário. Também pode ser utilizado para uma pressão alta, particularmente colocando os oponentes em armadilhas pelo centro do campo. O risco é jogar contra um time que se sente confortável com a bola e com a pressão, pois permite que o adversário faça viradas de jogo, ou transições rápidas que exploram os espaços atrás dos laterais e do volante. Ao perder a posse de bola, a estrutura deve se manter compacta nas áreas centrais, com um bom posicionamento do volante, e os laterais devem se manter fechados e bem posicionados.

Tipos de jogadores

  • Os zagueiros centrais devem se sentir confortáveis ​​não apenas em construir a jogada, mas também sendo fortes defensivamente e capazes de prever a jogada. Capazes de cobrir espaços mais abertos no 1×1 nas transições.
  • Os laterais devem ter capacidade atlética para apoiar nos ataques e capacidade para defender nos duelos 1 x 1 e 2 x 1.
  • Meio-campista defensivo e que mantenha a posição, que apoie e distribua bem o jogo.
  • Meia atacantes que conseguem enfiar a bola entres as linhas, tenham boa visão de jogo, velocidade para criar contra-ataques perigosos e nas corridas do centroavante.
  • Ter habilidade para ser seguro, controlado de ser paciente quando está com a posse.
  • Pontas que tenham habilidade no 1 contra 1, entrosamento, disciplina para se posicionar aberto, que saibam quando ir para o centro, e a habilidade de criar chances com cruzamentos.
  • Centroavante que consiga segurar a bola, saiba mudar de direção para criar espaços para ele ou para corridas dos pontas.